Anti-inflamatórios

Anti-inflamatórios sem prescrição médica podem sobrecarregar os rins

Dor nas costas, na garganta, dor de cabeça e inflamações de forma geral. Basta ir à farmácia e comprar um remédio, certo? A atitude é realizada corriqueiramente por milhões de pessoas. Como não exigem receita médica, os anti-inflamatórios estão entre os medicamentos mais consumidos no Brasil.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), em 2012 foram vendidos aproximadamente 2,5 milhões de caixas do remédio no país, com um aumento de 25% em relação a 2010. Já a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que pelo menos 50% dos usuários utilizam o medicamento de forma incorreta. Ou seja, sem prescrição médica.

Como os anti-inflamatórios afetam os rins

Responsável pela filtragem de substâncias tóxicas do organismo, eliminando-as por meio da urina, os rins têm papel vital para a manutenção da nossa saúde. No entanto, seu bom funcionamento pode ser comprometido pelo uso indiscriminado de anti-inflamatórios. Além da insuficiência renal, o uso abusivo desse remédio costuma estar relacionado também a outros problemas, como gastrite, úlceras e hepatite medicamentosa.

O maior vilão para o desempenho do órgão são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), pois eles reduzem sua capacidade de filtragem sanguínea. Em pessoas sadias, essa alteração não acarreta muitas complicações, porém o medicamento deve ser utilizado com muita cautela por pessoas com problemas renais, uma vez que pode aumentar o risco de falência renal aguda. Em alguns casos, determinados medicamentos são até contraindicados.

Outro problema que não é muito comum, mas é associado ao consumo contínuo do remédio, é a nefrite intersticial, uma espécie de alergia nos rins. Ela se caracteriza, inicialmente, como uma insuficiência renal aguda, com imediata elevação da creatinina. A nefrite costuma vir acompanhada da síndrome nefrótica e proteinúria.

Principais medicamentos nocivos aos rins

Ibuprofeno e diclofenaco estão entre os mais comuns da categoria. Eles combatem dor, inflamação e febre, atuando diretamente na prostaglandina, substância que age na sensibilidade à dor. Entretanto, a mesma substância também é responsável pela manutenção dos rins, proteção do estômago contra ácidos produzidos no próprio corpo, entre outras ações. Inibida, ela deixa o organismo “desprotegido” contra os agentes nocivos, acarretando danos em diversos órgãos. 

O ácido acetilsalicílico (AAS), mais conhecido como aspirina, possui efeito analgésico se consumido moderadamente. Só que, em altas doses, se torna um anti-inflamatório que também pode causar danos renais. Por isso, também deve ser consumido com cautela e mediante prescrição médica. Além de agredir os rins, essas substâncias podem ocasionar retenção de líquidos e aumento da pressão arterial.

Qual é a dosagem segura?

A segurança da dosagem varia de acordo com o fármaco e a sensibilidade de quem o utiliza. O ideal é que ninguém tome remédios por conta própria, sejam eles quais forem. Pacientes com problemas renais possuem algumas contraindicações e podem ter o quadro agravado após o uso de alguns medicamentos. 

Portanto, se você é do tipo que corre para a farmácia por qualquer dorzinha, fique atento! A regra é universal para todos: ao sentir alguma coisa, procure um médico. Somente ele poderá prescrever o uso de um medicamento e sua dosagem correta. Remédios podem parecer inofensivos, mas, em longo prazo e ultrapassado o limite recomendado, podem trazer grandes prejuízos ao organismo.

IMPORTANTE: Diante de qualquer sintoma adverso relacionado à ingestão de anti-inflamatórios, a pessoa deve imediatamente procurar um médico. 

 

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Deixo aqui também um convite a conhecer um pouco mais sobre mim e sobre o meu trabalho como Reumatologista em São Paulo.

 

Até a próxima!!

 

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